sexta-feira, 9 de maio de 2008

Pítacos Esportivos - NBA

O "moleque" aí da foto é o Chris Paul, do New Orleans Hornets. Os Hornets saíram de Charlotte para deitar franquia na cidade arrasada pelo Katrina. Na condição de "palpiteiro", esse blog, acha que os Hornets, juntamente com o Dallas Mavericks e o Boston Celtics, jogam o basquete mais interessante da Liga NBA. Um basquete que é também uma lição de vida. É assim..."estamos nessa para nos divertir. Gostamos de jogar basquete. Dá para ganhar algum com isso, melhor. Não dá? Melhor ainda". Os Hornets estão na segunda fase dos playoffs contra os pragmáticos do San Antonio Spurs, equipe do "sortudo", Tony Parker e de Tim Duncan. A série está 2 a 1 para os Hornets. Pode ser que New Orleans tenha outro motivo para acreditar em ressureição
O sujeito da foto acima é Kobe Bryant, vocês sabem é claro. Foi eleito o MVP (Most Valious Person) da NBA da temporada 2007/08. O Lakers, time de Bryant como era previsto já está na segunda fase de playoofs da Liga. Está enfrentando o Utah Jazz, o que não era previsto. No momento a série está 2 a 0 para os Los Angeles Lakers. Mas, o cara, depois que conseguiu defenestrar Sacquille O´Neal do time tem dados as cartas com categoria. Ganhar o título são outros quinhentos. Deve sobrar alguns trocados para que ele possa presentear Vanessa, sua esposa, com mais brilhantes.

walter franco, diogo franco - coração tranquilo


porque parece domingo
colocar roupa nova
tomar guaraná

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Buddy Rich no Muppets Show

"JÁ QUE É PROIBIDO
PISAR NA GRAMA.
O NEGÓCIO É
DEITAR
E ROLAR "

Refrigério - música

Dan Averbach e Patrick Carney, são dois sujeitos de Ohio. São os únicos integrantes da Banda The Black Keys, que já tem cinco álbuns na praça. Praça deles lá, que fique bem claro. Uma banda com batera e guitarrista e só. Sei, sei, parece White Stripe. Só na formação. O trabalho dos rapazes tem mais peso e muitas vezes lembra aqueles trios de blues rock dos anos 70. Uma barulheira do cão e da boa. Limpando a poeira da mesmice.

Globo e confissões

A Rede Globo já foi considerada o Quarto Poder desse país.Não houve presidente que após o Golpe Militar de 64 não fosse beijar a mão de Roberto Marinho. Não só os presidentes, deputados e ministros, desde então passavam muitas vezes pelo crivo do presidente da Organizações Globo.
Intelectuais de esquerda ou não sempre torceram os nariz para a Rede. Aqueles que viam nela o braço de comunicações da ditadura e os que viam na televisão, veículo de comunicação menor e de alienação.
Caiu mal ainda para muitos, o histórico de vantagens que a Rede conseguiu depois do Golpe. O investimento do Grupo Time Life nos primeiros anos e até os dois incêndios de suas concorrentes diretas, Exelsior e Record, foram dados como conspiratórios, na busca pela manutenção da Rede.
Leonel Brizola numa entrevista relata um encontro que teve com Roberto Marinho, logo após sua complicada eleição para governador do Rio de Janeiro em 1982. Foi recebido num local todo envidraçado de onde se via parte da paisagem carioca. Brizola afirma que parecia um senhor feudal mostrando suas terras para um visitante. com Fernando Collor não foi diferente e mesmo Lula, saiu de São Paulo para ser aceito pelo Brasil, por suas aparições esporádicas e permitidas no Jornal Nacional.
A relação da Rede Globo com São Paulo é outro capítulo. Melhor mercado financeiro do país, O estado tem que se contentar com papel de coadjuvante de decisões na programação da emissora. Durante a campanha pelas diretas em 1984, a emissora ignorou quase um milhão de manifestantes na praça da Sé e noticiou que era por conta de um evento do aniversário da cidade. O que valeu semana depois uma manifestação de participantes de outra marcha, diante de uma viatura da emissora no centro da cidade. "Fora Rede Globo. O povo não é Bobo". A transmissão do evento por Carlos Nascimento teve que ser feita de outro local.
A audiência das tvs hoje está fragmentada por conta de outras mídias acessadas pela população. Mesmo no campo televisivo, a oportunidade do acesso às tvs fechadas deram mais força à essa fragmentação.
Contudo isso a emissora ainda detém o poder de credibilidade que dá aos acontecimentos. Eles muitas vezes só são críveis na tela da Globo, que mantém monopólios em eventos centrais no gosto popular. Só é possível, por exemplo, em tv aberta, assistir os jogos da Seleção Brasileira pela Globo. A Globo tão zelosa com seus profissionais de jornalismo, deixou escapar a eleição pela Seleção Brasileira de Fátima Bernardes como musa em 2002, numa relação perigosa de cobertura jornalística. Por que é preciso vender o peixe, mesmo que ele esteja prestes à feder.
E últimamente, podridão é o que não falta. Mas se tem a Rede Globo para a remissão dos pecados. Os pecados suspeitos e os pecados confessos. Não há quase nenhuma diferença nas confissões de Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá e Ronaldo Nazário. Quem perdeu tempo em olhar na periferia das entrevistas viu a produção que se arma. Luzes, camêras e as desculpas.
A invasão das igrejas evangélicas no meio de comunicação é objeto de vários estudos acadêmicos. Mesmo a Igreja Católica Carismática tem seu braço de comunicação. Se ainda é o Quarto Poder, a Globo quase não confirma. Mas, parece ter virado, com ajuda de seus profissionais, confessionário.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Cinema e preconceito

Novo Mundo, produção italiana de Emanuele Ciarese, ganhou prêmio em Cannes em 2006. Retrata a viagem e a chegada de imigrantes italianos da Sicília para os Estados Unidos. durante a viagem vamos tomando conhecimento da visão dos viajantes quanto à imagem que faziam da nova terra. A realidade é dura e bem outra. A maneira como são tratados em sua chegada é triste. Passam por testes de inteligência e médicos, que lembram mais imagens de filmes de holocausto. O diferente incomoda. Não é de hoje.


Jim Ellis estudou matemática. Praticava natação. São os anos 60, e a luta pelos direitos civis dos negros americanos tenta ganhar força. Os competidores de Jim Ellis, muitas vezes ao vê-lo, saem da piscina, é vaiado e só desiste com força policial. Anos mais tarde tenta começar à ensinar a modalidade para uma comunidade carente e para jovens, que pareciam ter a marginalidade como caminho. Num determinado momento da trama, em que seus competidores são desprezados tanto quanto ele foi anos antes, afirma. "Tem gente que não muda nunca". A história de Jim Ellis está no filme Pride, o orgulho de uma nação.
Jim Ellis e os italianos da Sicílía são personagens do mundo real.





"O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais (cordas), não conseguiria"
Antônio Dantas coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia, ao comentar o rendimento dos alunos da universidade no Enade

E a Rede Globo segue sua saga contra as cotas raciais, através dos seus telejornais.