segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pitacos esportivos


Aquela modorra do domingo já estava instalada. Ainda mais com um domingo nublado, uma falta de sono por conta da insônia.Piorou ao saber quem seria o entrevistado do Canal Livre da Band. Aí decretei, que o domingo televisivo terminava ao apito final do Fla x Flu.
Mas dois brasileiros, meninos arteiros, safos, Wagner Love e Adriano, me tiraram da ressaca futebolística que se instalou em mim desde sábado à noite. Dois negros, mulatos, sem raça, agora. Meninos das periferias brasileiras, tendo no futebol sua única chance. Dois meninos que me fizeram ligar para meu irmão Ruy e decretar nossa quase desistência, ao insistente jogo descerebrado, do técnico Mano Menezes, que se entrega às armadilhas dos adversários em visita ao Pacaembu. E uma já sólida constatação, Muricy é do ramo e Wanderley Luxemburgo está desgastado.




Patético



Até a Teca, aquela que ainda me atura, e que não entende nada de futebol, mas conhece e gosta de um jogador ou outro, sabe que um sujeito feliz realiza melhor seu trabalho, e que ele, pode ser feito da maneira mais simples e sem soberba. E ela, Teca, aquela que ainda não me deu cartão vermalho, sabe cantar junto com a torcida do Flamengo, "eu só quero é ser feliz..."

sábado, 3 de outubro de 2009

Para o alto -

Para o alto ou vamos combinar


a cabeça

a tristeza

os olhos

no céu

nela(e)

os gritos

os balões

os pés.










Musica para sacolejo



O brasileiro que encosta o umbigo no balcão da padaria ou dos botecos, tem suas teorias. São muitas e abrangem várias áreas.

Enquanto saboreia os petiscos, com uma boa pinga, uma cerveja gelada, ou um guaraná, que não deixa a Coca-Cola ser líder dos refrigerantes por essa terra varonl,fala sobre as tsunamis no extremo oriente, sobre a primavera fria, o vazamento da prova do Enem, o desemprego nos EUA, a Bolsa brasileira se mantendo firme, o aumento de vendas dos carros, a Marina Silva no PV e seus desbobramentos para 2010, a presença do Demétrio Magnoli no Jô Soares, o choro de Fátima Oliveira, uma das amigas do Jô na quarta, por conta do vídeo de apresentação da delegação brasileira em Copenhague, da frustração de Obama, da sorte de Lula e do novo (?), disco de Maria Bethania, novela nova da Globo, e a enjoada Taís Araújo, filhos extra casamentos de Ronaldo, a saia da vizinha do bloco 12. Sobre tudo um pouco, ele tem suas teses.

Mas uma tese bem popular do brasileiro, versa sobre o sujeito que tem filhas bonitas. Se diz que o sujeito bebe água da boa. No caso aqui, o Sr. Mattew Knowles, pode agradecer ao saneamento básico de Houston, Texas, ele é pai dessas duas aí. Uma tal de Solange, modelo e cantora e outra tal de Beyoncé, cantora e atriz,a Sabesp deles merece os parabéns do brasileiro dos botecos e cheio de teses.

Atualizando: Por parecer com uma Fátima, também economista e etc... eu sempre chamo a Flávia Oliveira, da Globo News, amiga das quartas do Jô Soares, de Fátima. Erro sempre.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mais uma na conta do Lula

Todo garoto que pensa em fazer Jornalismo, pensa um dia em cobrir uma guerra, algum conflito. Há uma categoria no jornalismo que é a do "Correspondente de guerra". Embora os conflitos se sucedam, há poucos deles por aí. Mais os sujeitos com câmeras nos celulares da CNN, e os maledicentes da Fox News, que vibram a cada tiro disparado pelos soldados americanos, mesmo em civis inocentes, dá nojo.
Aqui no Brasil, pouco, ou nenhum. Talvez por conta dos nossos conflitos serem de outra monta. Mesmo assim certos meninos brasileiros, que quisessem saber de um correspondente de guerra brasileiro, teriam ouvido falar de José Hamilton Ribeiro. Zé Hamilton é pouco chamado pelas escolas de jornalismo. Perde quase sempre, para os "âncoras" bonitinhos da tv brasileira. Zé Hamilton, tem a fala simples, de quem tem boas histórias, e não se importa em contá-las. Mesmo depois das poucas palestras que dá, se um insistente ouvinte o interpelar com perguntas.
José Hamilton, trabalha na mesma empresa que José Roberto Burnier, faz hoje parte do Globo Rural com reportagens especiais. Talvez fique no mesmo corredor, talvez em salas conjugadas. E José Roberto deveria ter ido conversar com Zé Hamilton. Teria tido umas orientações de como um jornalista é tratado em áreas de conflitos, mesmo que o país do jornalista recorreça o governo da área em questão. E não ficar com um discurso datado, que a culpa é do governo do país dele.
José Roberto usou o mesmo discurso da presidenta de uma associação de moradores brasileiros em Honduras, sim existe. Segundo a presidenta, a vida dos brasileiros em Honduras até segunda passada, era o melhor dos mundos. Bastou "o Lula", segundo ela, para estragar a festa. O que me fez pensar que brasileiro, alguns, os de sempre, gostam de um "golpinho".E me levou à duas considerações, que , uma não vale mais e outra é pertinente. A primeira de Mário de Andrade, que disse que para se reconhecer um brasileiro no exterior, bastava ver o transeunte diante de uma caixa de fósforos, se o cidadão a chutasse, era brasileiro. A outra é de um amigo desse blogueiro, que viaja muito. Ele me alertou, Pedrão quando percebo um grupinho de brasileiros, fujo. Há sempre um sambinha, um pagodinho, um axézinho rolando, uma vergonha. Eles tendem a repetir em terras estrangeiras os mesmo comportamento, baixo nível, que realizam no Brasil, tô fora.
A presidenta da associação até agora só falou para a empresa do José Roberto, que ainda não explicou, ou não quer explicar, porque, Roberto Michelleti, "governo interino " de Honduras, está onde está. Mas deve adiar para os brasileiros, que viviam em Honduras no melhor dos mundos, aquele evento horrendo de nome "Brazilian Day", os hondurenhos, talvez pensando nisso, nessa possibilidade do evento,estejam cada vez mais apoiando, Manuel Zelaya. Mas vai mais uma na conta do Lula, até esse conflito "internacional" coberto pelo Zé Roberto, e de forma tão canhestra pelo resto dos comentaristas "internacionais" do jornalismo brasileiro.
Vai parecer saudosismo, cadê Newton Carlos hein? E eu vou sair procurando Zé Hamilton. Ele tem boas conversas sobre o Brasil e os brasileiros, pinga, música sertaneja verdadeira e sobre a guerra do Vietnã, onde ele perdeu uma perna, como correspondente de guerra.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dias que fui importante

para duas pessoas nesse 25 de setembro

Custódia
Na luz das instalações da PUC, ela me parecia mais morena na pele. Só ganhou a verdadeira cor, nas luzes da Paulista, do Centro Cultural, dos cinemas e dos restaurantes que frequentávamos. comecei a ficar retraído, abraçar menos, pegar na mão menos. Aquilo podia não ir em frente, o histórico dessas aventuras era conhecido. Um dia quis apresentar a família, achava importante. Relutei, inventei desculpas. Acabei aceitando.
A mãe foi a primeira que vi. O sorriso dos olhos miúdos de ascendência índia, aliviaram meu tormento. Ela só queria saber se a filha estava feliz, ainda hoje é assim. E se o sujeito à sua frente, tinha alguma qualidade. Festas, viagens, filhos em volta,um bom bate papo é com ela mesmo.O café e o feijão dela são de matar, de gostosos.

Odete
A Rádio Brasil 2000, engatinhava. Umas de suas atrações era a participação de ouvintes em sua programação. Era só se inscrever e montar uma programação condizente e apresentá-la. Louco por rádio e por música, falei para um amigo, tão louco e fanático quanto eu. Nos inscrevemos. No dia fomos com o fusca da namorada dele, da Vila Guilherme para o Sumarezinho, sede da emissora. Fusca esse que pensamos em sortear no meio do programa. Fato que só não se consumou por conta do apresentador, Sergio Hilinski, que hoje está na Record, que nos demoveu da idéia.
No meio do caminho dentro do carro, eu e meu amigo fomos falando de quem nós havíamos avisado da nossa aventura. O horário do programa, horário nobre da manhã, coincidia, com certos medalhões do rádio. Aí meu amigo mandou de lá, Minha mãe vai ouvir a gente. Nossa, para ela deixar de ouvir José Paulo de Andrade e Salomão Esper, era coisa séria. E foi uma das falas quando os microfones se abriram, falamos dela. O dia que a Rádio Bandeirantes perdeu a audiência dela. Ela servia sopas de entrada, antes do prato principal. E é lindo quando ela fala, Ê Pedro você não existe.

só duas histórias, de muitas, dessas duas em minha vida. Parabéns, não me esqueço.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Não necessariamente uma história


primavera blues

as flores da segunda e da quinta, pareciam sempre com as cores mais vivas. ela sempre trazia um ramalhete delas para nossa casa. tinha um perfume cítrico, que afastava meu irmão mais novo dela. quase sempre. e quando ela precisava fazer com que ele tomasse banho, ele se escondia.
dizia que queria namorar um homem, que lhe desse flores, sempre. não precisava ser bonito, só dar lhe flores. e ter bom humor.
muitas vezes depois dos afazeres, ela fazia um café, lia alguma coisa e ficava pensativa, segurando a xícara, a caneca, ou que estivesse a mão para que ela tomasse o café. cantava sempre, muito.


aprendi uma palavra nova, glamour. a moça bonita do curso de origami me disse que é francesa, e quis saber como eu aprendi aquela palavra. disse à ela, que veio de onde vieram todas as outras que aprendi. do lixo que recolho pelas ruas. dos livros, jornais e revistas que pego. depois de gostar das fotografias comecei à me interessar pelas letras. todo mundo pensa que quem recolhe lixo não tem a mínima sensibilidade. até mesmo fazer um curso de origami parece, um outro ser, num mundo estranho. agora sei fazer flores em dobraduras. dá para fazer uma por dia. ficam bonitas. dá vontade de presenteá-las. tenho orgulho delas, e do café que faço depois da labuta.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Exposições


Otto Stupakkoff - 1935 . 2009


Instituto Moreira Salles
Rua Piauí 844, Higienópolis, São Paulo


Henri Cartier Bresson - 1908 . 2004


Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros
São Paulo