quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de Maio - Duas Histórias Brasileiras

Marinheiro João Cândido, líder da Revolta da Chibata de 1910 no Rio de Janeiro. A revolta foi contra os castigos físicos impostos pela Marinha brasileira contra os marinheiros. Os participantes do motim ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O governo fez que aceitou as reivindicações dos amotinados e após a aceitação por parte deles, os prendeu. João Candido era contra a manifestação mais violenta, mas foi expulso da Marinha. No ano seguinte foi internado como louco e indigente. Só recebendo anistia em 2008.
A letra de Aldir Blanc de Mestre Sala dos Mares, se refere à revolta. há um trecho que diz: "Salve o Navegante Negro, que tem por monumento, as pedras pisadas do cais", alusão à João Candido. Mas a censura e a Marinha "orientaram" Aldir e João Bosco mudarem a letra original, que era: "Salve o Almirante Negro..."




trecho do poema Navio Negreiro de Castro Alves

IV


Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...


este vídeo do Chico Buarque devia passar pela manhã e a noite em horário nobre na televisão brasileira. ele derruba em parte aquela tese, de que o preconceito aqui é, social e financeiro.




segunda-feira, 10 de maio de 2010

Parabéns, Aguardo e Obrigado

passei um pedaço do meu sábado saboreando um gibi do Surfista Prateado, um dos meus super-heróis preferidos, ainda não descobri se super-herói tem hífen, um herói que tenta alertar os humanos de suas atitudes, em vão. na vida real e sofrendo da mesma desconfiança e chacotas do surfista do gibi, Bob Geldof, Sting e Bono Vox, tomam atitudes para melhorar essa estrela azulada. Bono Vox continua acreditando. batendo em teclas conhecidas. Parabéns por isso e pelos 50.


salvo cancelamento de última hora. no próximo fim de semana tem booker t and the mg's na virada, no anhangabaú. no aguardo e preparando os sacolejos.


o mundo mais sem graça. ao 92 anos só arte de Lena Horne entre nós à partir de agora. ante a fala desanimadora dos debatedores e opiniõe atravessadas sobre as eleições desse ano.
Manhêêê, Cê cantarolava essa pela casa. que infância chic Você me deu.


Boa Semana !!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Kim Gordon para engraçadinhos

Kim Gordon

baixista do Sonic Youth, do Free Kitten, produtora, ativista feminista, pintora, estilista, os vestidos com se apresenta em shows, alguns desenhados por ela.




Desde que falei da baixista do Paul Weller, que o Marcão vem azucrinando meus ouvidos: "E a Kim Gordon ? E a Kim Gordon Pedrão, hein ?. Esse post é meio idéia dele. Não devia. Santista, desde a última quarta perto da meia-noite, vem enchendo minha caixa de mensagens com piadinhas inadequadas sobre o Todo Poderoso. O que o fez migrar para a "Liga dos Ex-Amigos" para onde também foram, Romão, Miguel e Teixera, que tiveram a mesma atitude. Gente engraçadinha. Saúde a todos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pitacos de Quinta

Espocam ainda lá fora, fogos. Buzinas, vizinhos nas sacadas se provocando. O Centenário com Libertadores não mais.
Mano Menezes escala um time mais ofensivo pela primeira vez, um time que ele não escalou no ano. Embora com Ralf no lugar que seria melhor com Jucilei.
Um primeiro tempo de encher os olhos. Com dois gols era de se esperar que o time mantesse o ritmo mas é impossível. Mas o time esqueceu o primeiro tempo. E o Flamengo tocou a bola, como não fez no primeiro tempo. Rogério, técnico rubro-negro, colocou Kleberson e deu outro ritmo ao time. E tocando a bola Wagner Love fez o que o time precisava, o gol na casa adversária.
E Mano reviveu seus "piores" momentos. Trocou Elias, sem tirar Alessandro. E quando quis consertar já era tarde e o Flamengo já estava assentado.
O sonho da Libertadores da segunda torcida em números de torcedores acabou. Sempre achei que o Corinthians é maior que pensam seus adversários e menor do que a sua torcida merece. Libertadores ganhará quando criar o limo da disputa. Por enquanto é aguentar as provocações e um pouco da soberba de parte da torcida, que acredita que só com o nome tudo se resolverá. Espero que a caça às bruxas que sempre ocorrem nesta ocasiões, passe longe do Parque São Jorge. E domingo começa o Brasileirão, é ficar bem colocado e voltar para a disputa da competição sul americana.
Às vezes, esporte bretão dá esse efeito colateral, cabeça inchada.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Todo Volume

Três guitarristas de gerações diferentes, Jimmy Page (Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (White Stripes). Muita conversa sobre música, manejo dos instrumentos, composições, riffs, influências. Prato feito, prato servido. Para saborear, amantes da música.





segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pitacos Esportivos - Tabelinha

Alexandre Battibugli,mostrando o abraço de Armero em Diego Souza, jogadores plameirenses
e ganhando o Prêmio Abril de Jornalismo, categoria fotojornalismo



o segundo texto abaixo, roubei na caruda.

1

Na minha ralinha análise psicológica, me diz muito o caráter do cidadão, o tratamento dado por ele, para idosos, crianças, animais e plantas. E se vocês querem saber, até torcendo no futebol.
Parei com o time do Santos no episódio com as crianças do Lar Espírita. Dizer que o convívio com aquela situação, "dava zica", na palavra de um deles, para mim acabou ali. Alguns jornalistas se calaram, quem ficou contra a atitude, se queimou. Os patrocinadores se calaram.
Se já não vinha um bom conceito comigo, não que isso signifique na vida dele alguma coisa, o artista de malabares Neymar, acabou de enterrar qualquer esperança, com a entrevista dada à jornalista Sonia Racy do Estadão. Onde revela, dar uma polpuda parte do salário à um pastor, querer mais porshes e ferraris na garagem. E se dizer, branco, livre das situações racistas. Jornalistas e patrocinadores se calaram novamente.
Jornalistas esportivos brasileiros teem algumas frases chavões. Duas delas, por conta da entrevista de Neymar apareceram essa semana."Ele é jovem" e "Não o quero para casar com minha filha !". Com essas duas eles termimam qualquer argumento que lançam.
Com isso vemos jogadores e ídolos de muitas crianças, presos à situações constrangedoras. De orgias com travestis, drogas, passeios com traficantes armados e outras barbaridades. As desculpas dados por parte de torcedores, jornalistas e patrocinadores, são sempre as mesmas. Jovens, vieram de uma condição financeira inferior e estão usufruindo e, não casarão com nossas filhas. Convivo com crianças com mais caráter que essa gente toda.
Quando revelado que Tiger Woods, tinha pulado a cerca, com até agora numeradas, 120 mulheres, alguns patrocinadores, trataram também, em razão da marca, de pular fora. Tudo bem que teve as desculpas de praxe e a volta por cima, ops, de Tiger, mas o apoio e apelo, ficaram arranhados.
Aqui campeão Santos ganha adeptos pelo seu jogo leve, dancinhas e pela juventude, que tudo pode. Num tempo em que a juventude precisa ser vista com muito cuidado. Se o tratamento dado às crianças e jovens, diz muito, a educação dada dá muito mais. E se parei com Neymar, Paulo Henrique Ganso é muita bola com visão de jogo e passes precisos.
E um abraço para o santista Madieh que como nas palavras do dito popular proferidas por Jamelão à Bill Clinton, "Está mais feliz que pinto no lixo".
E para o Marquinhos, que é o único corinthiano em casa de palmeirense mas torceu para o Santos, lambuzado de sorvete e refrigerante.
E Zé olha aí na tabela da Copa, qual jogo assistiremos juntos, para manter aquela "nossa tradição" já de algumas Copas...deixa prá lá, estamos ficando, "experientes". Mas já vou gelando as cervejas.
E Mrs. Alvarez, o esporte é bretão mas por favor, nada de chá, prepara os meninos.

2

Algumas considerações futebolísticas em ano de Copa do Mundo...

1. O campeonato paulista foi chamado por muito jornalista 'bacana' de Paulistinha ao longo do tempo. Menosprezo evidente. No final, lia-se e ouvia-se 'revelou o melhor time do Brasil', deveria ocorrer um encontro entre "Santos e Barcelona" etc. etc. E deu para se perceber o interesse popular pelos rojões e pelos gols do Santo André, sem contar, há dez dias, que o São Paulo 'ralou' para não deixar a disputa, mesmo com Libertadores etc. Faltam desculpas pelo termo 'paulistinha'...
2. O time do Santos é bonito de ver jogar. Mas, virou um produto da mídia. Foi empurrado pelos jornalistas que já atribuiram o título ao Peixe antes das duas finais. A torcida só cantou 'é campeão' quando o jogo, que ficou 3x2 para o Santo André, tinha acabado. O Santo André empatou com 'Le Cirque du Soleil' nos 180 minutos totais. Não foi derrotado. O campeão saiu pelas regras dos cartolas.
3. O Santo André teve um gol anulado de maneira errada conforme sitios como IG, Gazeta, Folha e Terra. Com 4 gols o Santo André teria sido campeão. Como pensar em méritos? Se o time do ABC não tivesse sido prejudicado, ele seria SIM, a grande novidade. O título do Santos, campeão pela imprensa já na semi-final, foi mais do mesmo.
4. A Imprensa esportiva é medíocre no geral, atuam como assessorias de imprensa dos 'grandes'. Isso não é jornalismo. Mas, o povo consome isso e a história vai sendo escrita assim.

Abraços

Zé Amaral




E Boa Semana !!!

domingo, 2 de maio de 2010

Mexendo nos vinis


Se você não encontrava os amigos no fim de semana, a segunda-feira era dia de contar as aventuras. A Berenice chegou esbaforida na rodinha de algumas meninas da classe. Me lembro da Márcia, ruiva, que gostava de um cara que no ano anterior estava na minha classe, mas que naquele ano tinha passado para o noturno, a paixão dela continuava, pena. Me lembro da Roselene, que um dia numa aula de Educação Artística chorou com a música do Roberto Carlos, Custe o que custar, eu entendi o choro dela, já tinha acontecido comigo e ela foi amparada pelas amigas. E me lembro da Fátima, que era a mais velha e repetente, com que dava para se ter bons papos, sobre música, cinema e livros. Sabia tudo.
O zumzum da rodinha chegou aos meus ouvidos. Percebi que Berenice falava que tinha assistido ao que ela chamava de "programa de música da Tv Cultura", o termo vídeo clip ainda não existia e tinha se encantado por um cantor, loiro "como anjo", nas palavras dela e mais bonito que o David Cassidy da Família Dó Ré Mi. Mas ela não tinha anotado o nome do "príncipe", nas palavras dela.
De canto de ouvido, ouvi meu nome na voz da Fátima, vamos perguntar "pro" Pedrão. Berenice usou aquela voz carinhosa que as mulheres usam quando querem um favor, Pedro Pedrinho, vem aqui por favor. Fui e ela explicou o caso. Eu tinha visto o "programa de música" e sabia o nome do "príncipe loiro", da música que foi apresentada e do nome do disco onde ela estava. Frampton Comes Alive. E se alguma delas, estava pensando em ir até Santana comprar o disco e precisasse de companhia, eu estava às ordens, essa última parte eu não falei em voz alta, só pensei. Ele não é mais bonito que o David Cassidy da Familia dó Ré mi, me perguntou Berenice querendo meu apoio, no que fui firme, prefiro a Susan Dey, que fazia a irmã de David Cassidy no mesmo seriado.
Dias depois as meninas da classe já exibiam a estampa do moço em cadernos e pranchetas, rivalizando as fotos dele com os decalques do Gotas de Pinhos Alabarda e os meninos tentavam lançar pelos ares a reputação do moço, espalhando que ele era bicha e pior, namorava o David Cassidy da Familia Dó Ré Mi, o que se fosse verdade seria a suprema vitória da molecada enciumada pela atração exercida nas meninas por ele.
O tempo passou, o disco andou sumido por muitas casas nos últimos anos. E nem sei se o exemplar ainda é o mesmo. Mas mexendo nos vinis, ele me trouxe essa e outras histórias das audições desse clássico pop e de um tempo inocente e gostoso.



e para que não haja dúvidas, a Família Dó Ré Mi (The Partridge Family)
com David Cassidy e claro Susan Dey, nos teclados à direita.