andando pelas ruas, assoviando uns nomes. a possibilidade da delicadeza.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Heródoto Barbeiro, quase quis esbravejar com Carlos Heitor Cony na CBN São Paulo. O motivo foi o comentário de Cony sobre a tal lista do "Ficha Suja". Para Cony tanto faz, se o nome do político candidato, está na lista ou não, seja condenado ou não. O eleitor vota no sujeito da mesma forma. Heródoto não queria acreditar no comentário. Só deu meia sossegada, quando Cony exemplificou o caso de Paulo Maluf. Condenado, com slogan comprometedor na boca do povo, o tal do "rouba mas faz !". E continua, apesar de tudo, sendo sistematicamente eleito, com boas votações. Tem aliados entre personalidades importantes, aparece pontuando nas pesquisas de intenção de voto. E fica tudo por isso mesmo. O eleitorado exige dos políticos, procedimentos, que também deveriam ser seu. Esquece-se de onde saiu o político. O fazer político, não é exclusividade de alguns eleitos, e o povo precisa se ater a isso, e agir com mais senso de cidadania.
Por falar em candidatos. Túlio, o alcunhado Maravilha, jogador de futebol, hoje no Vila Nova de Góias e artilheiro da Série B até aqui, sairá candidato em Goiania. Votar em jogador de futebol, artistas e assemelhados, personalidades de última hora, parece item obrigatório na história eleitoral brasileira. Pois Túlio, já se mostrou capacitado pelo menos no item dissimulação. Declarou como dono de uma renda de R$ 1, isso mesmo, UM REAL!. E vai ser eleito. Duvidam ?
Nos canais do Brasileirão do Sportv, as locuções e os comentários, são locais. No geral, é um porre, enoja. Os locais tendem, claro, para os times do estado ou da cidade, até aí. Mas fazem isso, sem noção do ridículo. Quem vê um pouquinho de futebol, parece estar diante de outro jogo. Todos os jogadores locais merecem uma chance na Seleção Brasileira, mesmo o mais pereba. E há aqueles, que no jogo anterior, foram uma pereba e por conta de uma rodada, já merecem os céus dos craques. Os paulistas ao contrário, querem ser isentos. Parecem acima do bem e do mal. Se acham os mais letrados. Isentos eles podem desancar os times da cidade e do estado. A transmissão de Portuguesa e Flamengo,que foi um jogão, pode entrar como lição da má vontade. O gol anulado de Diogo, impedimento milimetricamente visto pelo bandeira,o pênalti de Amorim, as mãos de Amorim (de novo ?) no primeiro gol e de Tardelli, também duas mas, só uma conveniente foi vista. Não foram vista por J. Junior e Maurício Noriega, como lances relevantes na partida. Tudo caiu no bojo da "interpretação". Sendo que em muitas ocasiões, essas mesmas jogadas, são tratadas com vociferação, como falta de qualidade da arbitragem brasileira.Que a arbitragem brasileira precisa deixar de ser tão malandra como os jogadores em campo e os dirigentes fora, sabemos disso. A malandragem também atinge os "jornalistas esportivos". E a Lusa precisa de um meio campo melhor, um centroavante com mais qualidade. Edno, Preto, Diogo e Jonas, entrosados podem dar o que falar. O Cruzeiro que se cuide, é só nome. O Inter e o São Paulo, bem, são chatos de tão competentes. O campeonato, se não é um primor, tem melhorado. Nova voz
Tempo atrás num show do João Donato, em trio com Arismar do Espírito Santo no baixo e Robertinho Silva na bateria, me perguntei, na facilidade na compra do ingresso, e em quanto os japoneses pagariam por aquele mesmo show, no qual eu desembolsaria, cinco reais. Também pensei na oportunidade, que muitos perdem, com shows interessantes que passam pela cidade, só pelo fato do artista não estar na mídia. No último fim de semana, o Teatro do Senai, apresentou alguns artistas de bom nível, num rápido festival de jazz. O festival teve abertura de Raul de Barros, no sábado e no domingo, o blogueiro caiu da cadeira, Jose James estava na cidade. O guri com cara de cantor de rap, indumentária idem, com boa voz e nome de bandido latino em filme americano, se apresentaria. Ele tem somente um trabalho, chamado Dreamer, e participa de uma coletânea do dj e produtor da BBC, Gilles Peterson, onde por sinal, sorry, foi ouvido por este que vos escreve. E tudo isso por dez mangotes. O rapaz tem potencial. E os acompanhantes também.
Jose James - Park Bench People
O festival vai até o dia 27, com nomes como, Jean Jacques Milteau e Manu Galvin dia 24 e 25, Scott Henderson dia 26 e Egberto Gismonti mais Alexandre Gismont no dia 27i, lembrando que gismonti deu cano na Virada Cultural, revoltando a platéia. Aguardemos.
O velho safado é Charles Bukowski, que de forma equivocada, muitos aliam ao movimento beat. Os livros dele, Cartas na rua, Mulheres, entre outros, chegaram ao Brasil, na década de 80. Alguns de seus livros, foram adaptados para as telas, Cronica de um amor louco, Factotum. A revista Rolling Stones brasileira, trouxe matéria recente sobre o velho, aquela edição que tem os integrantes do NX Zero semi nus na capa. Para atrair quem ? Abaixo um poema do velho.
Uma palavrinha sobre os Escrevinhadores de Poemas Rápidos e Modernos
é muito fácil parecer moderno enquanto se é na realidade o maior idiota jamais nascido; eu sei: eu joguei fora um material horrível mas não tão horrível como o que leio nas revistas ; eu tenho uma honestidade interior nascida de putas e hospitais que não me deixará fingir que sou uma coisa que não sou - o que seria um duplo fracasso: o fracasso de uma pessoa na poesia e o fracasso de uma pessoa na vida e quando você falha na poesia você erra a vida, e quando você falha na vida você nunca nasceu nao importam o que dizem as estatísticas nem qual nome sua mãe lhe deu as arquibancadas estão cheias de mortos aclamando um vencedor esperando um número que os carregue de volta para a vida. mas não é tão fácil assim - tal como no poema se você está morto você podia também ser enterrado e jogar fora a máquina de escrever e pára de se enganar com poemas cavalos mulheres a vida você está entulhando a saída - portanto saia logo e desista das poucas preciosas páginas.
O velho sei lá me lembrou essa guria aí embaixo. Atual eleita de Woddy Allen, Scarlett Johasson , lançou um trabalho só músicas de Tom Waits, Anywhere i lead my head. Talvez não seja, temas sérios, coisa que o momento pede. É só diversão afinal, e a vida anda cheia de tristeza. E os personagens desse post, são inspiradores desse blog.
Enquanto prevalece o festival de prende e sola, solta e prende. E sabendo que a vida não é só Bossa Nova e Rock'n'roll, embora gostaria que fosse. E torcendo para Deus, qualquer Deus. D~e um tempo para os bichos, crianças e idosos, porque já passou da conta. Poderia se dizer, que não há nada para se comemorar. A Vida então senhores. Bossa Nova e Rock'n'roll.
Hollywood nunca aceitou com segurança, temas sexuais em seus filmes. Nos anos 50 então, era menos comum ainda. Otto Preminger, nasceu austríaco, e talvez por conta dos europeus serem menos desencanados que os americanos, tenha feito com que ele, realizasse, esse drama de tribunal, tendo um assunto complicado às mãos. Um tenente do exército, mata um suposto estuprador de sua mulher. Um advogado simplório, um promotor de nome e uma mulher que exala sensualidade, completam o quadro. E a sensualidade é que dá força a trama. O que era possível para a época. Uma sensualidade vista quatro anos antes, em 1955, em outro filme Pic-nic, Férias de amor. Advogado e filósofo, Otto Preminger, preferia temas, que expusessem, as nuances do ser humano. Trabalha isso por aqui. As testemunhas desfilam todas as idiossincrasias dos relacionamentos dos envolvidos. Tenso e agradável. O filme recebeu algumas indicações para o Oscar, James Stewart e George C. Scott incluídos. Não levou. A fotografia é em preto e branco.A trilha sonora ganhou um prêmio menos reconhecido do que o Oscar, mas merecia mais. Foi composta por um "tal de " Duke Ellington, que aparece no filme. Se o tema de sexo e sensualidade parecem quase piegas para os dias de hoje, o que pode mostrar envelhecimento da trama. Os caminhos que a lei pode tomar num julgamento, ainda causa sérios comentários depois de visto o filme.
Pano para manga, um ditado nosso, é o que está dando o resgate de IngridBetancourt. Até a CNN, o canal de notícias americano, já vê indícios de teoria de conspiração surgindo no caso. Interessantes é ler certas opiniões sobre o caso. Até o fato de se cogitar um terceiro mandato par Álvaro Uribe, aventada por muitos, até pela resgatada, é vista com bom olhos, inclusive por "analistas" brasileiros, que detonaram Lula, na possível intenção da mesma ação. Lula por sinal, se transforma em fiel de um caso meio obscuro de resgate de reféns. "Analistas" vêem no presidente brasileiro, peça chave para a resolução de tudo que as Farcs possam fazer daqui para frente. Pedir um pouco de humanidade ao grupo é o mínimo que se espera, seja quem for, quanto mais um dirigente de um país como o Brasil, mas, ter em Lula o principal articulador, parece mais perseguição de quem não tem o que falar. Não tem o que falar por exemplo, JoseObdulioGaviria, representante de Uribe, que declarou em entrevista à Folha, que Lula tem posição ambígua em relação às Farcs. Esquece-se, Gaviria, que Uribe, antes de ser presidente, teve, não opinião ambígua, em relação às Farcs, ma sim uma relação estreita. A ponto de ÀlvaroUribe figurar como parceiro junto à orgãos americanos de espionagem. Essa relação estreita se confirma no livro de Valerie Vallejos, que hoje mora em Miami e foi amante do traficante, Pablo Escobar. Outro relato complicado para Uribe, é o livro do jornalista, JoeContreras, do Newsweek, " El Señor de las Sombras" que relata, sem autorização, parte da biografia de Uribe, em que põe o presidente colombiano, junto ao narcotráfico. Mesmo com tudo isso, "analistas" brasileiros, apoiam, campanha para terceiro mandato do presidente colombiano. Querem Lula falando com as Farcs. Acreditam piamente em IngridBetancourt, que sete dias depois de apoiar um terceiro mandato para Uribe, agora soube, que o venceria numa disputa presidencial, segundo pesquisa, e já começou à rever o seu discurso pós resgate. A Colombia não merece nem ÁlvaroUribe, nem as Farcs e nem IngridBetancourt. Eles é que se merecem.E nós brasileiros, poderíamos ter jornalistas melhores. Em tempo. Sequestro é crime hediondo, não se justifica. E ponto final.