quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Eu vou torcer

um blogueiro de coração utópico. torcendo para um mundo menos contaminado e mais tolerante. querendo entender isso e aquilo, que como cantava adoniran barbosa, "coisas que a gente não entende nada !". jogando pedra e foguete micado em tanques ferozes. vamos que vamos. que venga el toro !
Fernada Abreu - Eu vou torcer

Evelyn Castro e Zé Ricardo - Dançando com a vida

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


com o tempo foram perguntando o que fazer com bilhete sobre a mesa. a ordem sempre, "deixa onde está !". e ninguém mexia mesmo no bilhete. curto, delicado, triste. um bilhete com poucas palavras. com uma decisão na letra firme e bonita. o tempo passando o papel ficando amarelo. o azul da esferográfica se decompondo. quando ventava de levantar papel, colocavam qualquer coisa que pudesse sutentetá-lo ali na mesa, no mesmo lugar onde foi deixado no primeiro dia que foi lido. depois da chuva. o sol. o ciciar das cigarras no jardim.
The Magic Numbers - She's leaving home

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Londrina copa Paraná 2008 -Campeão


O time do londrina desde 1972 recuperou o alvi-celeste. Deixou de ser alvi-rubro, que homenageava as cores da bandeira da cidade.


a última vez que o time foi campeão paranaense foi em 1992. Teve o título paranaense da série b de 1999.
na última vez que foi campeão, foi difícil para sintonizar no rádio a transmissão, fiquei andando com rádio pela casa. Na última quarta, assim como nesta sexta, ouvi a rádio Paiquerê, pela internet. Não deu para chegar na final da Recopa Sul-Brasileira. O time chegou na hora da partida. Devido a situação ainda complicda em Santa Catarina e o técnico Nei Cesar resolveu escalar a maioria dos juniores. Mas mesmo assim quase deu. No tempo normal foi 1 a 1 contra Brusque. Nos penais, quando estava 3 a 3 o atacante do Londrina Reverson desperdiçou a cobrança. Mas valeu. O ano que vem é serie d do brasileiro e 2010 copa do Brasil, fora o Paranaense de 2009 que promete. meio que um presente para cidade, que no próximo dia 10 comemora, 74 anos.


gosto de futebol quase sempre. ultimamente bem menos. vejo uma geração de gente que dá muita importãncia, para as "grandes vitórias", "grandes títulos", que assim que são conquistados, mudam a vida de quem esperou por elas. como minhas alegrias são simples. o básico basta. e mesmo esse básico, não vai mudar minha vida, nem minha relação. com amigos, família e trabalho.
um post um pouco dedicado a Iran Melo, que foi a primeira pessoa que me lembro que chamei de amigo, e cujos alunos, mais uma vez levam ao palco no Rio de Janeiro, parte do trabalho dirigido por ele no Time de Teatro. É este fim de semana e no próximo.

sábado, 29 de novembro de 2008

fita cassete imaginária 4

(com licença do zé e a permissão da teca) para Tãnia
vagas idéias

aleatórias - tentar encaixar Steely Dan, Donald Fagen.....
lado a

!. Marc Ronson e Candie Payne - Sunny
2. Judy Garland - Get Happy
3. Elizeth Cardoso - Todo Sentimento
4. Carlos Malta - Intuitiva
5. Yo-yo-Ma e Bobby Mcferrin - Hush little baby
6. Jacqueline du Pré, Barenboim, Zukerman, Perlman - Schubert, The Trout

lado b

1. Aretha Franklin - I say a little prayer
2. Bidu Sayão - Casinha Pequenina
3. Doris Day - Everywhere you go
4. Chicas - O que eu não sou
5. Guilherme Arantes - Cuide-se bem
6. leitura do poema "Estrelas" de Murilo Mendes


Estrelas - Murilo Mendes

Há estrelas brancas, azuis, verdes,
vermelhas
Há estrelas-peixes, estrelas-piano,
estrelas-meninas.
Estrelas-voadoras, estrelas-flores,
Estrelas-sábias
há estrelas, que vêem, que ouvem,
Outras surdas, outras cegas,
há muitos mais estrelas que máquinas,
burgueses e operários;
Quase que só há estrelas.

O dia que não deu para salvar meu amigo

Ela não tinha nome na fala dele. Era "tem uma menina lá !!", "uma garota lá !", expressões que quase sempre terminavam com, "cê precisa ver !". O que demorou um pouco. Mas, quando vi, percebi que não dava para salvar meu amigo. O dia que o exército dela, tomou de vez as tropas combalidas dele, ele ainda se debatia em areia movediça, negando o inegável, era um domingo, meio outono,meio inverno. e "aquela menina lá", mostrou a força do sorriso de quebrar muralhas, e da simpatia, beleza e inteligência, marca de todas, e digo todas, porque são todas mesmo, as mulheres que sempre nos cercam. mexendo em velhos papéis achei uma carta dela com uma letra do legião urbana para mim, num envelope amarelo. tentei achar um texto dedicado a ela, que fala dela e de ellla fitzgerald, das coisas que escrevi na vida, aquele texto é um dos melhores. tânia é o nome que ele demorou para colocar na conversa. entrou pelos flancos como outros que tatuamos na alma ao longo dos anos. para certas pessoas não adianta fosso repletos de jacarés. invadem mesmo. e além do mais ela assistiu o mesmo filme que eu, que tem uma menina chamada "cedo", que mora com avó que fabrica uisque em suas terras. pois é, acho que o meu exercito também sucumbiu. caspite!!!

instruções para o envio

poema num envelope separado/recheado com flores confeccionadas em papel de seda/garrafa de vinho.


Marc Ronson e Candie Payne - Sunny


vale o lembrete. é só uma homenagem, uma lembrança, um carinho, uma brincadeira desse pseudo blogueiro, com gente muito fina que circulam e circularam por minha vida.
ah, parabéns !!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Culinárias e mais música


Faço umas comidinhas, gosto de cozinhar. Nada muito sério, não me atrevo na nouvelle cuisine (rs). Gosto mais das receitas simples, sem muito atropelos na cozinha e na pia com louças para serem lavadas depois ou o desperdício de ingredientes, fato que me deprime.
Tenho um pé atrás com o mundo da gastronomia, embora assista à muitos programas, tenha comprado alguns livros e leia receitas avulsas. Mas tem algumas coisas que deixam para mim um ar de pedantismo. O mesmo que sinto em relação ao apreciadores de vinho. Parece um universo a parte, um mundo inalcansável, não gosto disso. Também não gosto de receitas, que de repente me pedem um ingrediente, que só aldeões de montanhas próximas ao Himalaia plantam. Aí toca correr atrás de um similar.
Não estou sózinho nessa pequena avaliação. O jornalista do The Guardian, Julian Barnes, descreve as mesmas situações no seu livro, "Um pedante na cozinha"(Ed. Rocco). Descreve também como um prato, fica diferente a cada instante. O gosto nunca é igual. Se formos fazer aquele prato que saboreamos num restaurante, ou até num boteco, o sabor difere. As medidas é outra luta na cozinha. Nem sempre temos ferramentas suficientes, nem sempre nossos talheres tem o formato necessário. Outra briga é a adaptação de nosso prato aos outros. Recentemente, submeti parte de minha família ao meu molho madeira, que diga-se, só ficou pronto depois de uma intervenção final de dona Benê, minha mãe. Mas devia ter perguntado se a turma gosta de vinho em molhos, coisa que nem todos gostam. O molho sobrou mais do que devia, embora tenha havido elogios (mais risos aqui). Sei.
Aí estava de bobeira uma madrugada dessas, quando sintonizei o Canal Brasil, por assinatura Net. e me deparo com o programa "Larica Total". Pondo abaixo todos os dogmas dos programas de culinária. Paulo Tiefenthaler, apresentador, alerta que é um programa para solteiros ou quem está de bobeira em casa e com fome. Ensina uma culinária simples, de arroz, frangos e sanduíches, com pouco ingredientes, encontrados na casa de qualquer mortal. Cheio de humor e descompromissado e com um mote que tem muito com esse blog aqui. "Viva amigo !", "Faça !". "Desencane !". dizem que a preparação de uma comida deve ser feita com prazer, sem contaminações, com a alma descansada. Se assim for, os exemplos citados dão boas dicas.

Só o macarrão salva (chamada)

Bom apetite. Ah, e não pensem que vocês estão livres de um convite para o meu molho madeira. Bom fim de semana e o São Paulo hein ? Laaaaaaaaaaarrrrrgoooooooooooo!!! Mas, merece.

e funk-se quem puder !
Average White Band - Work to do

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sobre um quase monólogo

O parceiro de blogosfera e da vida, Sidnei Brito, deu um segundo nome para o blog dele, linkado ali à direita, o quase tudo, monólogo. O fato de não se saber, se alguém lerá o que se escreve, dá mesmo uma sensação de monólogo, de fala num deserto, numa sala vazia, enfim, palavras ao vento. Pipocam vez em quando, um comentário ou outro, o que dá alento a conversa para essa atividade solitária, de se escrever um blog.
No post anterior, antes de uma retirada forçada, os assuntos encavalados, se digladiavam, sobre e-mails, consciência negra, racismo e educação. Achei que tinha morrido aqui, ali, lá. Pois um outro parceiro na vida, O José Amaral, que como o Sidnei é um dos gurus desse que vos escreve, e que como o Sidnei, atualmente desenvolve carreira acadêmica pegou o post, reviveu uma parceira de anos em texto e o melhorou com mais informações e passou para frente. Como é colunista de economia do Jornal on line, Mundo Lusíada avisou que iria tentar publicar o texto na edição do jornal. Sem não antes passar para uma lista de gente, que reverberou em opiniões e casos e mais informações. Como estou egocêntrico essa semana, resolvi contar ao mundo à partir daqui.
Continuo monologando, mas tem gente no deserto comigo e com meus gurus. Gracias !!!!!