outubro.primavera.
"Que se sustente, meu deus....Uma coisinha de nada, mas com estilo" Francis Ponge
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Tarde de Outubro em Vila Guilherme
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Um Dia de Outubro
Para um Dia de Outubro
doce de sidra
toalha branca de linho
minha mãe fêz o doce
minha tia veio
minha avó veio
meu amor veio
a saudade veio
(um outubro)
sábado, 15 de outubro de 2011
Os Professores e o Caetano ll
aquela professora hors councors
que já foi escrito sobre ela por aqui
1. Eram platônicos ou silenciosos os amores. No panteão que erigi das minhas paixões platônicas junto ao Corpo Docente Feminino, que passou diante de mim, uma foi hors councors.
2. me chamando para pegar meu caderno de exercícios. ela me pergunta se eu não tenho uma musa. todo poeta tem que ter uma, acrescenta. de cabeça baixa digo que não. sem revelar que desde o segundo dia que ela entrou na sala. a musa é ela. uma colega avisa. a musa está em outra série, outra classe. ela me olha.(...) quero o sol de primavera o tempo inteiro.
o que não foi escrito
leia na minha camisa
no discurso/declaração eu mudei a pessoa. passou da primeira do singular para primeira do plural, então; "Nós sentiremos sua falta!", "Como faremos sem sua presença?" e...."Nós Te Amamos!". tudo sem desviar o olhar.
no meio do discurso/declaração. o arranjo de "baby" de caetano veloso, com baixo, baqueta de bateria, violão e orquestra foi se incorporando ao texto, como se eu a tivesse tirado para dançar. arranjo que para mim é um convite para se sair descalço para um dia de primavera como era aquele. e me lembrei de trechos de "um dia", "enquanto seu lobo não vem", e principalmente "Coração vagabundo" do compositor. letras que tinha lido trechos numa coleção vendida na banca de jornal do meu pai ainda em londrina. aproveitei e fiz o encaixe dos versos que interessavam. "meu coração de criança não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher". leia na minha camisa....
e tecnicamente duas das tres declarações de amor que já fiz na vida foram feitas na rua maria candida. uma naquele espaço físico o colégio ali na esquina da então estrada da conceição com a maria candida. e a outra numa caminhada entre a ataliba leonel e a praça oscar. né não?
e me atire a primeira caixinha de lápis de cor faber castel de 36 cores o pivete que nunca se apaixonou por uma professora.
p.s. e vi outro dia. ainda hours councors.
object width="353" height="132">
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Os Professores e o Caetano l
meu pai levava para casa a coleção da editora abril " história da música brasileira", os fascículos vinham acompanhado de um vinil acho que de 8 polegadas.
pela coleção aprendi a cantar, "se você jurar" de ismael silva, "yaô" de pixinguinha, "quatorze anos" de paulinho da viola e descobri "canto de um povo de um lugar" no fascículo do caetano veloso que fechava um dos lados.
a música ia e voltava na vitrola presenteada pela mana, comigo fazendo backing vocal para caetano até no falsete.
o professor de história, o gildo, adotou o livro do economista celso furtado,"formação econômica do brasil". isso sem o menor constrangimento por estar num colégio público e nós ainda sob ditadura e o economista ser mais aceito pelos pensadores de esquerda naquele período.
eu e aquele meu novo amigo, o supra citado mestre zé amaral, incentivado pela liberdade dada pelo professor, para a participação em sala de aula, passamos algumas horas na biblioteca atrás de um outro historiador para usar de contraponto. sim o colégio, o glorioso. "e.e.s.g casimiro de abreu" a.k.a ceca, lá em vila guilherme, tinha uma biblioteca e bacana. eu e zé, descobrimos rocha pombo, outro historiador, mais à direita do pensamento de furtado e do que queria o gildo. e em sala de aula, para "zoar" o cara, o citávamos. o professor ria.
gildo um dia começou a aula escrevendo a letra de "canto de um povo de um lugar" de caetano no quadro negro. perguntou quem a conhecia.eu sempre achei a música parecida com um canto indígena. parecida com um mantra. começa baixinho como a manhã e vai ganhando sons ao longo do dia, até o falsete de caetano e a mansidão da noite. acho que arrisquei e cantei baixinho......
Referências?. referência é isso aqui, o pai, a mana, o amigo e o professor.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
(En)Cantando Ópera
Tania Amaral abandonou por enquanto o Jardim aí à direita. Arranjou outro bom motivo para desfilar a inteligência e a beleza que possui. Foi derrubar outras muralhas com aquele sorriso. Aquele sorriso que já me fez ter epifanias em plena favela do parque novo mundo e me lembar de uma professora francesa e suas crianças negras na guiana francesa.
Tania fez quase igual o Metropolitan que numa abertura de temporada de Ópera fez publicar nos jornais e revistas de Nova York campanha chamando os jovens para a temporada com textos mais ou menos assim:"Vai começar a temporada de amores desenfreados, traições, sangue, batalhas, lutas, risos e muita ação". Tudo para colocar a linguagem próxima do interesse dos jovens por filmes de ação e jogos de vídeo games.
Ela usou fotografia, paixão pela música, experiência em coral e escreveu um blog didático e delicado sobre a produção de "L'enfant et les sortilèges" do compositor Maurice Ravel. Didática sem pedantismo, atraindo, explicativa. Foi colorindo o prato de comida que parecia chato como pedem algumas nutricionistas e fez de trouxinhas de brocólis uma floresta encantada.
Agora é esperar que depois da estreia da peça ela não abandone nem o Jardim nem a Floresta Encantada que cultivou com leveza.
aqui o outro blog da moça Cantando Òpera
agora quem explica eu escrever este texto ouvindo off the wall de michael jackson.?
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Música de Bailinho

By: kimberly kane (*)
duas coisas mudaram. ela está sem a saia curta do uniforme e com o cabelo solto. outras duas que não mudaram, ela insiste em colocar uma mecha atrás da orelha e está entre aquelas três amigas. eu olhando para ela entre as pessoas dançando e ela sentada do outro lado, a segunda da esquerda para a direita, ao lado da alice. outra coisa que vai demorar para mudar, eu chego para a adolescência de cabeça baixa e carregado de silêncios. eu não quero mais ser jogador de futebol. talvez eu escreva sobre ela, ela entre aquelas três. escreva sobre como eu ando toda vez que estou no bairro e olho para o alto para ver a casa dela, das poucas vezes que ergui a cabeça. escreva para relatar de como ela me chamava a atenção e apareceu na porta da minha sala nos últimos dias de aula dela naquele colégio, me perguntando; você escreveu isso? sobre um texto que chegou na classe dela.e ao saber da resposta com o olhar marejado disse: é lindo! mas nesta noite uma voz saída de um conto do edgar alan poe me sopra; Nevermore, nevermore. o amigo balançou duas letras na minha cara; "é o primeiro dia do futuro!". e depois; "é a grande noite!". e a voz, senão; nevermore, nevermore. eu quase sei o que fazer. rio nervoso. frio na barriga. me levanto e caminho na direção das meninas, daquelas quatro. quase sei o que fazer.vi os mais velhos, o pai, os tios, os primos. vi nos filmes, ensaiei diante do espelho, eu já dancei com ela na peça da escola. "é a grande noite" . ela trocou a saia curta do uniforme por um vestido com um bordado no peito, o cabelo solto. tremo. falta ar. diante das quatros. pedindo liçença para tres, que sorriem e olham para ela. ela pende a cabeça, morde os lábios. parece que já esperava. não falo. ela estende mão. está fria. também tremula. e vai se levantando. solto da mão dela. ela me abraça,uma das mãos e a cabeça no meu ombro. por alguma ideia surgida, não a abraço. a conduzo só com o movimento do corpo com meus braços soltos ao lado do meu corpo. ela afasta a cabeça e me olha. você dança diferente mesmo. e coloca a cabeça de novo no ombro.
(outros esboços para, O dia em que a tirei para dançar )
(*) kimberly kane também é fotógrafa.....!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Alguns Deuses
o primeiro pc que vi na vida apareceu numa tarde lá no cpd da abril. uma pequena roda em volta do objeto. acho que era de um dos filhos dos donos. acho que era importado.acho que fiz algumas perguntas para aquele rapaz lá da casa verde. e acho que pensei que dava para ser tecnico sem perder a ternura. não é mesmo romão ?
Até tu Brutus!!?
cristiane pelajo, jornal da globo, perguntou para eric clapton sobre músicas compostas para carla bruni, que acabaria nos braços de...mick jagger. clapton informou que mandou uma fita para bruni e mandou pelajo ir perguntar para ela o que ela fez com a fita...e você achando que só pivetes neguinhos e branquinhos que esquentam a cabeça com aquela seleção musical para uma fita c90 de cromo ou metal. takeo parile!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)