só para lembrar. todo ano neil young reúne alguns "amigos", assim como paul, para um show beneficente para arrecadar fundos para pesquisas das entidades, escolas, que tratam dos filhos especiais do cantor. mais ou menos assim; se conseguirem achar alguma solução, não só os filhos dele serão beneficiados. como é mesmo? empatia?
ainda há aqueles que nos dão alguma esperança na raça humana.
atualizando: conhecem aquele ditado: mata a cobra etc, etc, etc.....
vou me atrasar um pouquinho. Pode estender a toalha. cuidado com a grama e as flores. como o mezzo está numa semana francesa, estou aqui em montmartre, visitando outra sagitariana. Não se preocupe, já pego o trem. estou levando o gnocchi do dia 29, alguns pães e vinho. tire os sapatos, aproveite a vista. Parabéns, por enquanto.
Pedrão
Jardim de Giverny
em papo de boteco tempo atrás um amigo, músico e ator, me perguntou qual era o meu projeto naquele momento. por brincadeira peguei um guardanapo, desenhei como eu queria a banda, a roupa da minha parceira e a minha. nós iríamos, eu e ela, interpretar as músicas do disco Diana & Marvin.
e ele; como chama a cantora? e eu; Tãnia. e ele entusiasmado; nossa vai ser legal. me assustei com o entusiamo dele. então ele sumiu no mundo, eu também. e nunca convidei a Tânia. mesmo porque era só um dos "projetos musicais" guardados em que ela está inclusa. os outros são.
eu e ela para um: canções de amor rasgado
e ela como uma das três backing vocals daquela minha banda só de mulheres, como fizeram, barrry white e itamar assumpção.
este blog vai completar 4 anos. semana que vem. nunca teve pretensão. era, é um exercício sobre o nada.
não sei para quem escrevo
vivo brincando que escrevo para alguns, algumas mus(o)as aqui. amigos, parentes, gurus.
sigo alguns blogs. alguns coloquei aí ao lado. os leio sempre. divertidos, inteligentes, compromissados.
poderia dar uma festa e tirar algumas pessoas para dançar. mas ando suscetível. estou fugindo de encontros. mas tive, de alguma forma, dois encontros na sexta. dois presentes. um e-mail desde paris. e outro de uma ligação telefônica, me informando que lê vez em quando este espacinho aqui.
inseguro, não abri espaços para seguidores. disse para minha terapeuta que se eu abrisse e ninguém me seguisse, carente, teria que ir a mais sessões. não olho a estatística de entradas por aqui. não sei quem me lê. vibro, como deve acontecer com quem tem blog, quando surge algum cometário. os mais recentes vieram da alcina e me fizeram querer andar descalço, tomar sorvete e que talvez eu tenha alguma salvação. e comecei a gostar de como a rosa lá na zumbi diz: mezzo cool. e que de vez em quando no trabalho marcello nunes dá uma olhada aqui. cometo erros, atropelo a digitação, escrevo mal, não coorderno as frases, orações subordinadas, crase, um horror e falo muito de mim. não me livro. memória, memória. queria um texto universal. virou terapia, e exorcismo. às vezes, como sexta, alcanço alguém.
eu to ficando velhinho e bobinho e chorão e ainda me aparecem essas músicas.
são deliciosos, para variar, seus textos. obrigado pelo presente. fiquei pensando na minha casa. pátria. infância. a casa onde mora a banca de jornal do seu pedro. puxa o seo pedro....tá velhinho? ele me deixava ler as revistas antes de levá-las. eu as lia na escada do restaurante rodeio, puxa....."sentimentos contraditórios"?, e and l've been keeping all the letters that l wrote to you, deste vídeo que mostra paris, diz muito.(...) t.c.
ou: é o único lugar onde meu nome aparece - luciana spegni - love u 4ever my friend.
então de novo, Lu, procura no google.
bem vou ali e vou precisar de lencinhos de papel.
antes. como é bonito encantar como esses dois fazem, parece fácil. e dá uma esperança desbragada.
ele não esquece aquele dia. ele estava lendo uns gibis na banca de jornal do pai dele. quem do lado de fora olhasse só veria a parte alta da cabeça dele. ele achou simpática a conversa daquela menina com o pai dele. ela queria saber se o pai tinha conseguido as revistas desejadas, o pai tinha conseguido. ele levantou o olhar, ele só estava vendo parte do cabelo dela. Seo Pedro, quem é esse menino?, a menina perguntava. ele se escondeu atrás do corpo do pai dele. ah é meu filho, o do meio, o Pedro Geraldo, respondeu o pai. Oi menino filho do Seo Pedro. Meu nome é Teresa Cristina. ele levantou mais a cabeça. a beleza que deixa ele triste chegou. ela tinha o sorriso mais bonito que ele tinha visto. uns dentes muito brancos e uma brancura que o incomodava. nem ele, nem ela sabiam mas sentimentos contraditórios, alegres e muitos tristes ligariam a vida dos dois daquele dia em diante.
no quarto todo feminino dela stevie wonder na vitrola. ela quer saber qual é meu olho bom. mostro. cobre o olho ruim com uma das mãos. pelo olho bom a vejo chegando perto e sinto a textura da pele dos lábios dela. pré-púbere, já interessado, escorpiniano e pivete neguinho, acho que aqui devo fechar o olho bom.
outros esboços para; o dia em que a tirei para dançar
teresa cristina, nome de princesa da família real luso-brasileira, pegou seus pincéis, aquarelas, ensaios antropológicos, teses, cameras fotográficas, discos e livros, empacotou tudo e mudou de cidade novamente. vive agora em paris. longe daquela cidade do norte do paraná. junto levou os filhos, o joaquim e o pedro, que quer ser jogador do psg(paris saint germain). levou também a gata fortuna. é a segunda gata com o mesmo nome. a primeira sumiu, fugiu dela, sabe-se lá num passeio no central park, durante uma outra fuga daquela cidade com seu céu vermelho no fim de tarde. teresa cristina abre uma fileirinha de sagitarianas. pois é. teresa cristina sai pouco do apartamento. para evitar mais uma crítica para sarkosy, aquela que afirma, quando os parisienses a veem, de que ele escolheu a mulher errada.