como eu, ele também gosta de ouvir as histórias. nele é profissão, mas sinto este prazer nele. quer que eu repita quantas danças tivemos, do conselho do poeta vinícius de moraes que segui de ter minha conta na floricultura, dos meus saltos sem paraquedas. não gostou do título que inventei para a coletânea de nossas histórias, "Pequenas vitórias de um desajeitado", gosta do outro "O Cavaleiro que errava e a Princesa com Dote Prometido" e gostou da visão do jardim no fim do túnel escuro, o fim da hibernação.gosta do modo como fomos nos aproximando, os passeios à pé, as conversas sem chances de se repetirem no futuro daquilo. achou audaz a produção dos textos nos cadernos, jornaizinhos escritos à mão, as fitas cassetes, as palavras nos muros, escrever na tua pele. quer saber quando resolvi escrever sobre você. se é sempre você na fala da minha escrita.esta lâmina com a qual a memória tortura.
"Que se sustente, meu deus....Uma coisinha de nada, mas com estilo" Francis Ponge
segunda-feira, 22 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
Fita Cassete Imaginária - Amigos e DEUS Comigo
Por motivo óbvio neste 20 de julho
Lado A
Pixinguinha - Os cinco companheiros
http://youtu.be/LFFTrkhvmrg
Eric Clapton - Hello Old Friend
http://youtu.be/5qeQLrz449E
Nana Caymmi - Clube da Esquina 2
http://youtu.be/gjGsOKtcLrw
War - Why can't we be friends
http://youtu.be/5DmYLrxR0Y8
Os Borges - Carona
http://youtu.be/qGLNaxpHnW0
Lado B
Miles Davis - Human Nature
http://youtu.be/qGLNaxpHnW0
Martinho da Vila - Não tenha medo AMIGO
http://youtu.be/z2Kz93uPPso
Simon & Garfunkel - My little town
http://youtu.be/1jg8jf9oTjw
João Bosco - Amigos novos e antigos
http://youtu.be/Raikz5vUK5U
The Beatles - With a little help from my friends, claro.
http://youtu.be/Y39MjhVrf_Y
Paulinho da Viola - Os Cinco Companheiros
http://youtu.be/t_gHExLAii4
Cuidem-se !! NA PAZ.
Lado A
Pixinguinha - Os cinco companheiros
http://youtu.be/LFFTrkhvmrg
Eric Clapton - Hello Old Friend
http://youtu.be/5qeQLrz449E
Nana Caymmi - Clube da Esquina 2
http://youtu.be/gjGsOKtcLrw
War - Why can't we be friends
http://youtu.be/5DmYLrxR0Y8
Os Borges - Carona
http://youtu.be/qGLNaxpHnW0
Lado B
Miles Davis - Human Nature
http://youtu.be/qGLNaxpHnW0
Martinho da Vila - Não tenha medo AMIGO
http://youtu.be/z2Kz93uPPso
Simon & Garfunkel - My little town
http://youtu.be/1jg8jf9oTjw
João Bosco - Amigos novos e antigos
http://youtu.be/Raikz5vUK5U
The Beatles - With a little help from my friends, claro.
http://youtu.be/Y39MjhVrf_Y
Paulinho da Viola - Os Cinco Companheiros
http://youtu.be/t_gHExLAii4
Cuidem-se !! NA PAZ.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Paredão Mazurca perde o lugar
Tive dois times de botão do Atlético Mineiro e time de botão se pode escalar quem se quer, fazendo uma seleção de todos os tempos, por conta disso o goleiro dos meus Atléticos era o mesmo, o uruguaio Mazurkievski. Na primeira versão eu o fiz com uma caixa de fósforo Pinheiro, recheada de pedaços de chumbo, areia, pedrinhas, fita isolante preta e o escudo do Galo no centro. Com ele cheguei às semifinais do torneio interno de botão da casa do Beto lá em Londrina, perdendo para um Santos "dopado' de jogadores de tampinhas de relógio, que davam um efeito incrível na bolinha e achavam ângulos impossíveis para transpor o "paredão Mazurca". Mas o goleiro atleticano impressionava e inspirava. Meu amigo Beto, que jogava com o Santos "dopado", passou a jogar no gol todo vestido de preto.
O segundo time do Atlético me foi presenteado pelo amigo José Amaral. Acho que foi depois de duas incursões nossas pelo universo do Atlético. A primeira foi no campo do Nacional no bairro paulistano da Água Branca numa Taça São Paulo de Juniores em que azucrinamos o goleiro adversário do Galo naquela tarde tentando desestabilizá-lo, coitado, sofreu.
A segunda, e aqui minha memória falha, porque não sei se aconteceu lá no Comendador Souza, campo do Nacional ou se foi no Pacaembu, cujo adversário do Atlético não me lembro, e também nem sei se quem estava comigo era o José Amaral. Só sei que ao avistarmos a charanga do Atlético nos esquecemos do jogo, e por isso que eu acho que foi o Amaral o acompanhante, porque ninguém, ninguém mesmo, e só loucos por música desistiriam de um jogo e sairiam entrevistando os velhinhos da charanga sobre suas influências musicais. E mais, passar parte do jogo, discutindo onde podia se pontuar o acento de bandas de coreto ou o dos Hot Five de Louis Armstrong na charanga do Galo, por isso acho que era o Zé Amaral. O certo é que aprendemos o hino do Atlético, cantamos as marchinhas e saímos do estádio até o ônibus com eles e quase embarcamos para Belo Horizonte. Depois disso o José Amaral apareceu em casa com aquele time de botão, achando que eu gostava muito do Galo. Ledo engano, acho que foi ai que expliquei, que se tratava de uma paixão circunstancial e falei para ele que gostava do Cruzeiro, pela camisa azul, pelas estrelinhas no escudo e por uma história linda vivida com Tostão, ídolo cruzeirense, apesar do Cruzeiro ser menos negro que o Atlético.
Aquele time de botão presenteado ressuscitou o "paredão Mazurca", mas o perdi e recentemente acho que foi durante uma aula de futebol de mesa para o filho de uma amiga.
Os goleiros atualmente dispensam o uniforme todo preto. Coloridos não percebem que são alvos fáceis de bons atacantes cheios de más intenções contra eles. O atual goleiro do Galo,Vitor, joga de cinza. Ouvindo os jogos do Atlético na Libertadores achei que Renato, Ortiz, argentino, João Leite, Taffarel e claro Mazurkievski, se incorporaram nele. Mazurkievski se foi há uns dois anos se tanto, mas estava ao lado de Vitor.
Ouvindo a torcida do Atlético não se percebe o som da charanga, aquela charanga, alguns integrantes devem ter tido o destino de Mazurkievski, espero que não, mas se for o caso, que tenham paz. Não penso em comprar um novo time do Atlético, nem percebo movimento de um presente chegando. Mas se acontecer, perdão "paredão Mazurca" o goleiro será o Vitor.
P.S. Não sou Torcedor do Atlético Mineiro, mas Parabéns Galo !
P.S. Não sou Torcedor do Atlético Mineiro, mas Parabéns Galo !
segunda-feira, 8 de julho de 2013
A humildade de alguns Reis
Não entendo nada de MMA, UFC, que seja. Tanto que na espera pela luta de Anderson Silva, madrugada de domingo, torci por ele durante uma luta que era gravada no Sportv, mico. A sorte é que estava só na sala.
Mas adoro boxe ainda. Durante outras madrugadas não estive só na sala de casa, via com meu pai muitas lutas. A lembrança daquelas madrugadas se deu pela patacuada de Anderson. O Velho costumava dizer que o único "boxeur", ele falava, que podia fazer gracinhas era Muhammad Ali.
Depois de ver a "luta certa" de Anderson, corri para rever o documentário, "When we were kings" - Quando éramos reis, disponível no Youtube. Trata da luta de Ali contra George Foreman no Zaire em 1974. A luta foi um grande evento. Maputu, o ditador de plantão foi convencido e recebeu a luta e um show que entre outros levou para selva, B.B. KING. JAMES BROWN, THE SPINNERS, BILL WHITTERS. Ali foi tratado como um DEUS, andou e treinou no meio do povo.
ALI entrou em casa pela porta da frente também, usurpando um lugar que podia ter sido de Pelé. Só que Pelé nunca gozou de bons comentários, nem de meu pai, nem de minha mãe, não representava em nada, os negros brasileiros, nem sequer os citava em entrevista, ou pareceu se importar com a situação da maioria deles. Ali sim, tinha desistido da guerra, lutava pelos direitos dos negros americanos, se achava bonito, enfrentou o estado, virou muçulmano e dizia que a luta contra os vietcongs não era dele. Pelé, definitivamente, tinha perdido espaço, até o ator Milton Gonçalvez, o Brás da novela Irmãos Coragem ganhava dele.
A luta histórica no Zaire rendeu um documentário e um bom livro de Norman Mailer, "A luta". Anderson deveria tentar ver ou rever o documenta´rio. HUMILDADE, comprometimento fazem parte de nossas lutas diárias, lição de vida e de caráter.
domingo, 16 de junho de 2013
Pelo direito "alienante' de gostar de futebol
sempre que alguns querem declarar a "porcaria' de país que temos, elencam a novela, o carnaval e o futebol como motivo de nossa alienação e nossa falta de participação política, falta de educação, letargia e até falta de cultura, como se estes três itens não fizessem parte de uma e como se estas manifestações culturais não estivessem presentes em países com idh maior que o nosso e com boa audiência no caso de eventos esportivos.
perdemos tempo com estas coisas, paramos de pensar em "coisas importantes" enquanto nos entretemos, como se os opositores pensassem o tempo todo nas questões "importantes" dos país ao namorarem, comer num restaurante, andar com os filhos de bicicleta.
com a copa das confederações, a copa do mundo e as olimpíadas, o cerco ao gosto esportivo de algumas pessoas se acentua. claro que os bem informados sabem como se dá as escolhas de sedes tanto nas olimpíadas, quanto na copa do mundo, mais do que muitos dos opositores.
para piorar a situação a fifa apresenta para cada país um caderno de procedimentos que mexe com parte da estrutura de vida das cidades que recebem os eventos, os gastos são muitos, e em países onde um carimbo em cartório custa caro, imagina o dinheiro que corre pelo ralo, ou para as mãos de alguns na construção de estruturas para os eventos..
com isto quem gosta de futebol por exemplo, parece um tonto diante de tanta verdade e politização dos opositores.e nem adianta citar os sociólogos, os antropólogos, os cientistas políticos que foram lidos falando exatamente de carnaval, novela e futebol, por sinal podemos citar o compositor popular chico buarque, que brasileiramente saúda, "o domingo que é lindo, novela, missa e gibi", gibi, outra alienação contemporânea que nos afasta da descoberta e leitura dos grandes clássicos da literatura.
mas continuamos alienados, ao pararmos 90 minutos de nossa vida para desfrutar de uma partida de futebol, parecemos nos afastar, das grandes questões nacionais. ao desfilarmos numa escola de samba, ao assistir um capítulo de novela também.
eram alcunhados de "revolucionários de botequim", os integrantes de bate-papos em botecos, que queriam mudar a situação ditatorial no país de antanho. hoje em dia temos as redes sociais, uma turma que quer que tudo dê errado sempre porque o ocupante do poder não merece sua simpatia e uma classe esperta que finge ser cidadã de uma sociedade que nunca seremos, infelizmente, não sendo culpa nem do futebol, nem da telenovela e nem do carnaval..
não se trata de afastamento dos problemas, nem seria o caso. nos deparamos com eles o tempo todo, ao sairmos de casa, paras nossas atividades diárias. pensa-se e sofre-se como todos, com os desmandos que campeia e nos aflige.pensamos o BRASIL melhor sempre, para muitos, quase todos, todos já seria utopia, como utopia, sonho seria querer que entendam nosso direito "alienante' de gostar de futebol.
e agora com licença, vai começar espanha x uruguai.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Versos de um bolero na madrugada
o que faz uns versos de um bolero na madrugada
memória memória memória. quais caminhos ela nos leva ?
basta os versos incidentais de um bolero no final da clássica Dois prá lá dois prá cá de Bosco & Blanc, na voz de Elis Regina, usado em mixagem nos créditos finais do documentário do "Dzi Croquettes" de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, para ela, memória, me transportar para uma cidade do interior do Paraná.
onde um tio na sala da casa da avó e cantando um certo "La puerta" e rindo e brincando muito me mostrava o jeito de dançar, pois ele previa, haveria bailes e moças mais tarde em minha vida. e me ensinava com um "É assim ó !".
ou para sala de um apartamento no centro da mesma cidade onde a amiga espevitada da professora particular contratada pelos meus pais, tinha o mesmo bolero no disco "roubado" do pai e o tinha como lembrança de casa. ela então em alguns momentos, preciosos, me puxava para o pedaço da sala sem móveis para atrapalhar e com o disco na vitrola me ensinava como eu deveria me portar caso houvesse alguma festa e ela dizia, via muitas no meu futuro, e me ensinava, "É assim ó !".
uns versos que eu reencontraria mais tarde ao ouvir aquela gravação da Elis, a mesma que me trouxe tudo isso, na madrugada sem sono.
Dejaste abandonada la ilusión
Que había en mi corazón por ti.
memória memória memória
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Marku Ribas (1947-2013)
cantores com boa voz. o Brasil nos últimos dias perdeu dois deles. não se repara neles. homens com boa voz parecem relegados aos boleros, música clássica ou aos standarts.
aqui no Brasil João Gilberto eclipsou ainda mais os homens com vozeirão. resgate leve, Vicente Celestino teve regravação no disco Tropicália, manifesto do Tropicalismo e Arrigo Barnabé não se cansava de citar Orlando Silva em sua entrevistas.ficando na superfície e usando de dilentantismo para o assunto.
assim se podemos nos cansar de contar as cantoras com boa voz, cantores nos complicamos para lembrar deles, aqui e lá fora.
nos últimos dias o Brasil perdeu dois cantores com boa voz. Emílio Santiago, um deles, ainda desfrutou de um certo sucesso e prestígio. Marku Ribas, que neste último fim de semana nos deixou, viveu na periferia. Injustamente. Instrumentista, cantor, pesquisador, trouxe. para a linha de frente da mpb, música africana e o reggae.periférico foi adotado pelos meninos negros em seus bailinhos recheados de samba-rock, periféricos como ele. embora o talento dele não se circunscrevesse à estes estilos. talento desperdiçado. uma pena.
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