sábado, 12 de fevereiro de 2011

Roda de Sábado - Um novo rumo





e +

se roberto carlos foi meu primeiro ídolo artístico. taiguara foi a primeira voz que admirei.

como citado em Imprimindo Novos Rumos.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vida Nova, imprimindo novos rumos





Uma história em duas partes



O céu depois da chuva



sonho recorrente


a primeira sensação é boa, gostosa. parece um encontro com essa mulher, cujo rosto não vejo mas, que me perdoou por alguma coisa e aceitou me encontrar. a sensação, gostosa, do encontro, do perdão e de conhecê-la embora ela parece também mudar de rosto e ser tantas que eu conheci. tantos perdões. é um dia claro. parece um piquenique. eu tenho flores para essa mulher. me sento ao lado dela.
conheço a voz, o rosto não vejo mas parece ser de muitos, muitas. a coisa muda quando ela me pergunta.

o que voce está fazendo aqui ?

neste momento entro naquele sonho de direito universal adquirido pela humanidade, estou em pleno ar, caindo sem paraquedas. caindo, caindo. acho que me salvo e depois duvido. me dou conta que é sonho e depois duvido. e duvido mais quando esse outro personagem aparece e me pergunta, eu já sem aquela sensação gostosa do perdão. do encontro.

o que voce fez com o presente que eu te dei ?

pesadelo agora. sei que gritei. acordo suado. minha morte ?
freud, jung explicam. a terapeuta assinou embaixo. a morte nos sonhos não é sinal de coisa ruim. pode significar, mudanças.

a mulher cujo rosto não indentifico voltou para a vida real. volto para a vida real. e nela mudado, vou precisar marcar encontros para pedir perdão e realizar novos sonhos. mudanças.

acordei de um pesadelo sábado último. quando voltei para o sono. um homem soltava balões coloridos num céu muito claro e azul. uma mão macia me era estendida. mudanças.



Perspectivas para um Pivete Neguinho - Quase epílogo


2.

fim de ano letivo. colégio vazio. as notas estão afixadas na parede. uns textos meus, primários, já frequentaram aquele espaço. olho primeiro as notas da classe dela só para confirmar o que eu já sabia. o ano que vem se eu quiser vê-la passar, devo ir até a porta do padre vieira no bairro de santana ou no salete no mesmo bairro. para o ceca(casimiro de abreu) ela não irá. o rádio da cantina está ligado como sempre na rádio bandeirantes. é onde ouço o fim do programa do ferreira martins quando chego no colégio. na cantina, alice está ajudando a mãe dela a recolher parte do estoque, ela também vai sair do colegio. ainda não dançamos a única música de nossas vidas. reparo, que a menina que me chamava atenção e estudava em outra classe, cuja casa na Vila Paiva, eu conseguia ver dos campinhos de várzea do Carandiru quando a bola ia para a lateral, está num dos bancos, de vestidinho estampado e com as mãos ocupadas com algum papel. não reparo no bedel às minhas costas. você viu quem está ali ? ele reparou que eu reparo nela, outra história. vai lá, se despede ao menos dela. vou. a voz do ferreira martins entra pelo pátio anunciando a próxima música, "Johnny Nash, I can see cleary now "...que começava a reverberar nas paredes e no quase vazio do pátio interno e o transforma num cenário lisérgico. reparo em tudo para guardar no album que criei dela em minha memória. as sandálias, os pés cruzados com as unhas sem esmalte, as pequenas flores do estampado vestido, o papel das mãos, embalagem de um bombom o penteado preso em rabo de cavalo com elástico como ela sempre usava e o rosto levantando aos poucos ao ouvir minha chegada. oi parabéns, voce passou. voce também, parabéns. sorriso matador, balançada de cabeça para a direita e aquele rosto decorado, imprimido para todo sempre na memória. vou para o padre antonio vieira. bacana. to com medo. nao precisa ter medo (hum, quem fala), voce acha ? não. vai em frente.voce é corajoso (hum, minto bem). mais sorriso e mais balançada de cabeça. alice chega. vamos ? vamos, ela. ah parabéns pedro, voce passou, eu vi.obrigado. antes de se levantar, ela arruma alguns fios soltos do penteado atrás da orelha . me dá um abraço. seja feliz. escreva muito. pele macia, lábio macio no meu rosto. tchau. outro beijo de alice. tem bailinho sábado, vai? nós ainda não sabemos que dançaremos a mais improvável música. e que vou sentir aquele corpo e o perfume dela por muito tempo. tchau. felicidades. elas saem. reparo no que não gosto em despedidas, as costas das pessoas. elas encontram o bedel, o cumprimentam e saem. ele vem em minha direção. tenho um nó em minha garganta.e ai? tchau seu romeu, até o ano que vem. pedro e o meu abraço menino ? não dá seu romeu, vou chorar na rua. vem cá menino me dá um abraço. vida nova meu filho.vida nova.










P.S.

no post anterior eu disse que o nome do quadro no programa do luiz carlos saroldi era, as dez músicas que fizeram sua cabeça. não era. o quadro se chamava, as músicas que marcaram minha vida. o título colocado era de um programa da cultura-am em são paulo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Imprimindo novos rumos

Aquelas Dez

bons tempos. com qualquer radinho no apartamento em vila guilherme, eu conseguia sintonizar estações de rádio mundo afora. uma delas, a quase preferida, a rádio jb.
as dez da noite de segunda a sexta era o horário de luiz carlos saroldi. às terças ele recebia convidados, que pelo que eu entendi eram recebidos com vinho branco e desfilavam, as dez músicas que fizeram sua cabeça.
claro deu cócegas no neguinho. essa semana, no post de 25 de janeiro, citei que chovendo na roseira de tom jobim, é para mim, uma das dez músicas que reputo mais bonitas que o homem bípede fez sobre a face da terra. e muitas vezes, sonhando ser convidado de luiz carlos aroldi, fiz essa seleção, que para um cara que gosta de música, muda toda hora. então antes que a vontade passe. e mesmo porque estou avaliando este espaço aqui por conta de uma mudança séria em minha vida nessa semana que entra. então fica como um resuminho disso tudo que disse e desdisse e mal escrevi por aqui. tudo passa por essas dez. eis aqui. raro leitor faça a sua por aí.

1. Petrushka - Stravinsky - Primeiro movimento. ouvia o prefixo da usp-fm e queria saber que tema era aquele. conhecia outras peças de stravinsky e só fui saber que aquela abertura também era dele ao ligar para emissora.

2. Chovendo na roseira - Tom Jobim. em qualquer gravação. vale sempre o que escrevi dias atrás. ouvi pela primeira vez numa tarde rara de estudo, ouvindo então a eldorado-am, numa tarde de primavera. larguei os livros e aumentei o volume.

3. Yesterday and today - Yes. é a música mais improvável para você tirar alguém para dançar. aconteceu. dancei com uma guria de nome alice num bailinho de quintal. inesquecível.

4. Elsa - Bill Evans. procuro não ouví-la quando tenho alguém por perto. é vexame certo. lágrimas rolam sempre. vai entender.

5. Anna´s song - Marvin Gaye . não conhecia esta do marvin gaye. conhecia uma ana na puc. vi a música na coletânea do marvin numa loja, pedi para tocarem. deu um baque em plena loja. atordoado comprei pela música e pela ana.

6. Ela - Elis Regina. a letra é do aldir blanc. me lembra aquela professora hours-concours. as imagens da letra nunca mais esqueci. um grande amigo, grande mesmo, namorava uma menina que morava num oitavo andar, mas não era sózinha. mas quando eu ia para o apartamento dela com ele, no elevador me lembrava dessa música. prá ELA escrevi um texto que se perdeu intitulado ELLA.

7. The Flower duet - da peça Lakmé de Delibes. outra que prefiro ouvir sózinho. vendo um filme francês certa feita, lá estava ela. sucumbi na poltrona. esqueci até o nome do filme. nunca mais o achei para revê-lo.

8. Black Water - The Dobbie Brothers. um amigo deixou o disco do grupo por meses em casa. virou lição de inglês. sei até o backing em voz de baixo. e já me atrevi a cantá-la num ensaio de coral.

9. Terra das palmeiras - Taiguara. se roberto carlos foi meu primeiro ídolo artístico. taiguara foi a primeira voz que admirei. terra das palmeiras também ouvi fazendo tarefa de casa ouvindo a eldorado-am. achar a música é difícil. quando eu estava com o coral da aliança francesa, a regente mara campos, quando foi apresentar parte do repertório, veio com a partitura dela. desabei. recentemente a reencontrei no you tube.

10. Meu herói - Marcos Valle. me lembro até hoje da aparição de Marcos num cavalo branco numa noite de domingo no fantástico. o vídeo é tétrico. mas letra e música mexem comigo. me vejo na letra. e em parte dela vejo meus amigos, muitos deles. heróis querendo sobreviver neste mundo de meu Deus, sem querer machucar os outros.


sábado, 29 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

In/On The sun

in

the

sun

on

the

sun

always

with

you




seja

sob

o

sol

ou

debaixo

de

chuva

a

minha

alma

geme

por

você






e a Zoey hein, que coisa !

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Duas para o Romão





para um morador paulistano do bairro de Pirituba, a saída para o centro, para o trabalho ou para o passeio é um martírio. o itinerário é um caracol, um cachorro brincando com o próprio rabo. as saídas são pelas pontes Anhanguera ou Piqueri.
quando resolvo ir pela Piqueri na passagem do rio tietê sento do lado direito do coletivo na ida e na volta do lado esquerdo. assim não corro o risco de ter nos olhos lágrimas, como já aconteceu e nem de avistar o prédio da Editora Abril e ver a escada de incêndio de onde um cara romântico e amante de Por do Sol podia encontrar e começar uma amizade com um outro, falando de fins de tarde e música num ambiente marcado mais pela tecnologia do que por aquele romantismo de poetas vendo o mundo de outra maneira.


Love and Peace Brother !



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

25 de janeiro - Aniversários

Aniversários: Tom Jobim, Tostão, Cidade de São Paulo...hum...vai... Jãnio Quadros...e outro hum......

e se perguntarem minha opinião sobre as dez músicas mais bonitas que o homem, já bípede, fez sobre a face da Terra, esta está inclusa.