segunda-feira, 8 de julho de 2013

A humildade de alguns Reis




 Não entendo nada de MMA, UFC, que seja. Tanto que na espera pela luta de Anderson Silva, madrugada de domingo, torci por ele durante uma luta que era gravada no Sportv, mico. A sorte é que estava só na sala.
Mas adoro boxe ainda. Durante outras madrugadas não estive só na sala de casa, via com meu pai muitas lutas. A lembrança daquelas madrugadas se deu pela patacuada de Anderson. O Velho costumava dizer que o único "boxeur", ele falava, que podia fazer gracinhas era Muhammad Ali.
Depois de ver a "luta certa" de Anderson, corri para rever o documentário, "When we were kings" - Quando éramos reis, disponível no Youtube. Trata da luta de Ali contra George Foreman no Zaire em 1974. A luta foi um grande evento. Maputu, o ditador de plantão foi convencido e recebeu a luta e um show que entre outros levou para selva, B.B. KING. JAMES BROWN, THE SPINNERS, BILL WHITTERS. Ali foi tratado como um DEUS, andou e treinou no meio do povo.
ALI entrou em casa pela porta da frente também, usurpando um lugar que podia ter sido de Pelé. Só que Pelé nunca gozou de bons comentários, nem de meu pai, nem de minha mãe, não representava em nada, os negros brasileiros, nem sequer os citava em entrevista, ou pareceu  se importar com a situação da maioria deles. Ali sim, tinha desistido da guerra, lutava pelos direitos dos negros americanos, se achava bonito, enfrentou o estado, virou muçulmano e dizia que a luta contra os vietcongs não era dele. Pelé, definitivamente, tinha perdido espaço, até o ator Milton  Gonçalvez, o Brás da novela Irmãos Coragem ganhava dele.
A luta histórica no Zaire  rendeu um documentário e um bom livro de Norman Mailer, "A luta". Anderson deveria tentar ver ou rever o documenta´rio. HUMILDADE, comprometimento fazem parte de nossas lutas diárias, lição de vida e de caráter.






2 comentários:

Luiz Cláudio disse...

Nunca gostei do modo com que o Anderson Silva luta. Achei a postura dele indigna da fé e admiração de um povo tão sofrido e carente de ídolos de verdade. Os verdareiros guerreiros são, antes de tudo, humildes e cientes de que são modelos de conduta, principalmente para os mais jovens.

pedro geraldo disse...

Luiz,concordo contigo. Acho que ele confunde confiança com prepotência. Realmente não é a primeira vez, mau exemplo.Perde chances de enveredar para um caminho de exemplos diferentes, vindo de onde veio e sendo quem é. Abraços, PRIMO.